quinta-feira, 22 de julho de 2010

É a luz


Não sei bem de onde veio todo esse fato comum, talvez seja um dos motivos que me unam tanto aos meus amigos. Vá saber, mas todo amigo meu tem um certo medo de assombrações, fantasmas ou espíritos (já diria Leandro Rodrigues, os espíritos japoneses são os piores). E é sobre ele esse caso.

Evidente que nenhum amigo tenha chegado próximo ou de longe de coisas fora do plano terrestre (até por que se tivessem estariam internados devido ao choque, choque no sentido de medo "borra calças" mesmo). E é claro que nas nossas reuniões o assunto é corrente, porém a prática, como assistir a filmes do gênero ou participar de coisas espirituais é algo praticamente fora de questão.

Até se tenta, mas as pessoas "mais corajosas" do que nós sabem muito bem o que acontece quando alguém da turma "caga na retranca" tenta ao menos assistir algo parecido. De passagem Marcus Vinicius diz que o A Profecia (1976) é a pior coisa que já assistiu (o pior não se refere a má produção, é pior de coisa ruim), a coisa que modificou sua vida (nesse caso fez com que ele tivesse mais medo de vultos). Ou quando 7 marmanjos e duas moças tentavam assistir ao Exorcismo de Emilie Rose (só a palavra com x seguido de o  já me mata do coração, exorcismo deveria ser excluído do dicionário) e os sete rapazes não duraram ao menu de inicio do filme (já digo que foi o menu mais assustador que já vi).


Mas o caso de fato sobre o Leandro beira quase o ridículo. Um dia em minha casa (que fica no meio do espaço, com uma grande área a frente e uma grande área aos fundos), que adora receber visitas noturnas dos gatos de rua que prestam somente para aumentar o macabro, caminhavam pelos telhados, as árvores balançam próximas as janelas, 01h20 da manhã, quando em um passe de mágica, melhor num ato sobrenatural uma luz azul ilumina todo o quarto saindo do chão sentido ao teto.

- André, que luz é essa?
- Uai Leandro, não sei, tá perto do seu colchão
- Aí meu Deus, (cabeça de Leandro embaixo do edredon)
- Fudeu (a minha cabeça agora debaixo do meu edredon)

Aquele plasma azul que não ia embora, mas em um ato falho, a gente resolve acompanhar a direção da luz. Um buraco no chão, uma nave espacial para nos levar ao superior racional, uma passarela para o inferno, o fim dos tempos, um disco do Engenheiros do Hawaii, um novo big bang e de repente Leandro anuncia com voz tremula:

- Hehe, era uma mensagem no meu celular!

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