segunda-feira, 29 de novembro de 2010

De repente



De repente tudo para.

Não sei do trânsito, o vento não esfria, a chuva não pertuba. De repente nada existe. Os problemas de trabalho, a falta de dinheiro ou qualquer outra coisa que poderia tirar meu foco. Tudo isso porque de repente surge no alto da rua, atravessando a avenida ou estacionando o carro, um anjo sem asa.

Poderia dizer no mais "rabuscado" dos idiomas, na maneira mais culta ou "Tomazgonzaguiar" o que quero escrever. Mas prefiro usar a língua, que ha quatro meses atrás vez movimentos circulares em minha boca e que de repente ocupava cada pensamento. Como se num passe de mágica cada vez que ela diz "você acredita" chegasse aos meus ouvidos coisas como "o céu amanhaceu rosa-chá" ou como se cada "ai meu Deus" viesse ao som de "o dia está com cheiro do perto"

Talvez ainda não perceba, mas faço dela meu projeto de estudo, todos os dias tentando ser algo melhor, sem medo do cansaço (na maioria das vezes não conseguindo), apenas para ajudá-la, dando de bom grado boa parte das minhas horas, mesmo sabendo que grande parte de seu tempo é e deve ser dedicado a outras coisas.

Já perco o tino e não me importo de tornar público tudo que digo, o ridículo ha tempos não me tangência. É como se pegasse nesse momento a mão da Sra. Domenici Ribeiro e dissesse a ela, boa noite ou bom dia. Porque se talvez ainda ela não seja toda minha, eu já sou totalmente dela.

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