No mês passado resolvi visitar uns amigos no Paraná. Estava literalmente entrando em uma arapuca (calma, arapuca é o nome da republica de um amigo, de Maringá). As vezes é necessário apenas se deixar levar. Há alguns anos, estudantes de psicologia estavam em Belo Horizonte, perdidos. Como bons mineiros eu e um amigo atendemos, indicamos e acompanhamos este grupo durante dois dias pela terra do pão de queijo.
Depois disso a facilidade do contato de todas as redes sociais ajudaram que as falas não fossem perdidas. Por essas ocasiões que quase ninguém consegue explicar, um grande amigo daqui foi se aventurar nas terras de lá, abaixo do trópico de capricórnio. Talvez fosse o estímulo que faltava.
Não hesitei, de repente pousava no aeroporto de Maringá, pessoas que praticamente não vi, mas que de início (depois confirmado) a afinidade deixava a distância pra lá. Não vou relatar fato por fato. Mas a semana, sim, pra lá de agradável. Maringá e Cascavel se estendeu a Foz, Puerto Iguazu-ARG e Ciudad del este-PAR.
Voltei repaginado como na música de Bituca "aquele homem que eu era voltou". As vezes é preciso se perder um pouco pra se encontrar. Mas o mais certo, é preciso tentar, se dispor, querer, vivenciar. As coisas podem acontecer em qualquer lugar, há qualquer momento, como amizades que se mantém a distância ou amizades que começam assim, apenas com uma informação, a rua é logo ali. Mas o logo ali é sempre, sempre de mineiro.
Lembrei de todos os amigos que consegui ao longo da curtíssima vida que tenho, mas é certo. Amizade de fato é uma forma superior de amor.
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