sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O dia que eu quase morri
Não foi de amores, não foi pura alegria. Foi o dia que quase morri de verdade.
Estava a caminho de São Paulo, com o Higor, amigo de Belo Horizonte, para o Show de Paul Mccartney. Higor já havia anunciado.
- É meu primeiro vôo, quero ter direito a tudo.
Bem, na ida ele teve o que queria. O vôo arremeteu antes de pousar em Garulhos. Mas o pior seria na volta.
Primeiro, o maior engarrafamento do ano na maior cidade brasileira. Por um momento quase que o teco-teco levanta sem a gente. Até aí, nada demais. Vôo tranquilo, tranquilo até sua entrada em ares belo-horizontinos. Como num passe de mágica, o comandante avisa:
- Já estamos em Belo Horizonte, mas a chuvinha transformou em uma baita chuva. Não consigo enxergar a pista de pouso, mas ainda nos resta 40 minutos de combustível, vamos sobrevoar Confins e creio que em dez minutos estaremos pousando.
O vôo já havia arremetido, os dez minutos se transformaram em meia hora e lá vem a voz do capeta no sistema de som do nosso 14-BIS.
- Senhores passageiros, estamos em situação crítica, nosso combustível está abaixo da reserva, há combustível para dez minutos de vôo, tentaremos nova aproximação, caso não seja possível faremos novo contato.
Cara palída, se você não conseguir pousar nosso proxímo contato vai ser ali mesmo, no céu, pensei. Mas de repente como música para meus ouvidos escuto o som do trem de pouso tocando o asfalto. Sim, a gente ficou vivo e este texto não saiu das mãos do Chico Xavier. Graças que Confins não teve nosso fim.
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Mas que comandinho mais terrorista hein? Qual que era o avião?
ResponderExcluirNum ando com vcs não...pe frio
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