segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Com o punho fechado e braço erguido Sócrates



Não, realmente não gosto do Corinthians. Não me simpatizo nem um pouco com a tentativa de ser formar a imagem de que um clube seja mais popular, mais brasileiro que outro, dentro do pedaço de terra que deu forma, jeito e traço ao esporte mais popular do mundo.

Claro que neste fim de semana o quinto título brasileiro vencido em São Paulo, tão pouco fez diferença pra mim. Meus olhos, cabeça, mãos e pés, estavam todos voltados para Sete Lagoas. Só não esperava gritar gol por seis vezes.

Mas não é do clássico mineiro, nem o titulo corintiano. Você pode não apoiar o apelo massivo da imprensa a clubes como esse, mas o Sócrates. Desse não tem como desgostar. Nunca vi jogar, mas assistir um "jogador de bola" comentando na rede cultura, ao lado do Xico Sá, no mínimo, causa simpatia.

Ver um "boleiro" (daqueles mesmos, com a cerveja no copo, que parece jogar bola só por jogar) escrever na Carta Capital, criticando mídia, CBF e política, me causa quase um sentimento de amizade. Assistir um jogador de futebol, profissional tão criticado por não fazer ações "dignas", ir as ruas pedir por diretas já, faz parecer que Sócrates é um cara da sua turma, desses que você liga no fim da tarde pra um chopp ou café.

Fico triste com a morte do Magrão, como os mais velhos o chamavam (posso falar isto pois sou de 1986). Jogador que tornou ex-jogador como poucos, talvez só Tostão como ele aqui. Mas fico menos cabisbaixo ao ler uma frase dele de 1983. "Quero morrer em um domingo, com o Corinthians campeão". Infelizmente ou não ele conseguiu.

Braço erguido. Vai lá Doutor. Talvez a gente nunca vença a copa de 82 agora!

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