segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

As casas de Neruda


21h. O sol ainda bate em Santiago, bate em Valparaíso e bate em Isla Negra. Parte alta do bairro BellaVista, abaixo do Cerro Santa Lucia, rua sem saída, paredes azuis. 

Um quadro de Rivera, uma foto com Jorge Amado, outra com Luis Carlos Prestes, um bar em cada piso, uma medalha de um prêmio Nobel. Sim, estava dentro da primeiro casa de Neruda, algumas coisas faltantes. Agressão militar a primeira residência.

Ladeira, muitas ladeiras, elevadores, vista estranha, no meio do Cerro, perto do topo, perto do reto, repouso, casa de descanso, um barco perdido num morro verde.

Pacífico, pedras, água fria, muitos sinos, como todas, um barco, este sim, perto do mar. Tudo dele aí, a casa de vida, de permanência. O quarto, a mesa de trabalho, as coleções. Uma invasão, estava dentro do seu banheiro, sentado na sua cama, colocando a mão na madeira onde repousa a primeira versão de Confesso que vivi. 

Na parte externa, vigiando as ondas, o encontro de fato. "Compañeros, enterradme en Isla Negra, frente al mar que conozco, a cada área rugosa de piedras y de olas que mis ojos perdidos, no volverán a ver"

Por um segundo reunidos de fato. Neruda vigiava as ondas e eu o seu descanso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário